Best*

terça-feira, 2 de setembro de 2008

A vida para quem merece

Sento-me,

Vejo uma vaga ideia,

Lembro-me,

Algo na minha mente se baseia,

Mil historias podia contar,

Falava sem parar,

E tu se gostasses de mim,

Ficavas a olhar, a ouvir, a babar,

E no final sorrias para mim,

E eu feliz ficava por poder te abraçar.

Historias de todos os temas,

De alegria,

Baseado em pequenos poemas,

De tristeza,

Rodeada de falta de alegria,

Muita pobreza,

Que eu não sabia contar,

Tentava relatar,

Mas minha alma tristeza achava,

E sem acabar de a contar acabava por chorar.

Tentava dar palavras de conforto,

Em historias cheias de solidão,

Queria virar o torto,

Para algo cheio de emoção,

Palavras lindas,

Escritas com paixão,

Eram escritas por mim,

O meu nome é João,

Frases elaboradas,

Criadas e aperfeiçoadas,

Eram escritas sem qualquer tipo de correcção,

Obrigado se me derem elogios,

O meu último nome é Mação.

Eu não era o melhor exemplo,

Não tinha qualquer tipo de educação,

Se acham que eu tenho talento,

Eu penso imensas vexes,

Chego a uma conclusão,

E uma palavra chega,

É um não,

Sai da mente fora,

Frases destinadas,

Saem a 100 a hora,

E por vexes muito baralhadas,

Para isso serve um corretor,

Corrijo e saem frases com algum valor.

Tudo isto,

Em livros encantados,

Não percebo o que sai de mim,

Então alguns conquisto,

Mas por fim,

Eu desisto,

Que a minha vida não é para isto,

E com a minha vida despisto,

E morro de solidão,

Porque as frases escritas por mim,

Vem todas com um tipo de sinalização,

Toda as pessoas que conquistei,

As minhas ideias,

Alguns seguem-nas como base da lei,

Que a vida não é para quem tenta finais baratos,

Mas sim para quem tenta viver e dar prazer em actos isolados.

18 anos tenho eu,

Vida de tristeza,

Foi o que ninguém me prometeu,

Sinto a riqueza,

De viver embrulhado,

A amargura em mim,

Sinto-me pobre e engelhado,

Esta vida parece não ter um fim.

Sou um conteúdo,

Que poucos gostam,

Sou um ser tão profundo,

Que a mim ninguém se encosta,

Medo,

Talvez,

Segredo,

De vários porquês,

A minha vida,

Rodeada de ilusão,

Tristeza infinita,

E aos poucos pessoa como eu morrerão.

Ninguém me prova,

Com medo de represálias,

A minha vida eles reprovam,

A vida não é só constituída por amálias,

Que o jeito as elevam,

Arte e pessoa,

Que contorna o ideal,

E se revelam.